Outrora, nos primeiros raios da luz daquilo em que nos havíamos de tornar foram imensas as trocas de opinião coincidentes na maioria acerca de pontos de vista que tínhamos do mundo, das pessoas e em grande parte da decadência moral, chamemos assim, de que tantas padeciam nos dias de hoje. É certo que noutros tempos as pessoas foram habituadas a chegar ao destino pelas estradas que o diabo amassou, cheias de curvas e sem atalhos, duras em quase todos os seus enlaces, mas chegavam e nem por isso esmoreciam dos seus objectivos e dos seus sonhos. Ao menos, no seu trajecto casual ou transpondo para o percurso de uma vida, tinham o privilégio de conhecer realmente o mundo, na sua essência e na sua dignidade. Hoje em dia, constrói-se auto-estradas simplesmente porque sim, talvez sem nos darmos conta que as pontes relacionais cada vez têm uma linha mais ténue. Com grande facilidade hoje em dia se desiste de tudo e de alguém, se apanha o primeiro TGV, e pouco mais do que segundos após, mergulha-se numa outra história de vida, como se a história anterior não tivesse passado de uma mera virgula ou de um mero acaso. A isto mais uma vez chamo ser descartável.
Em ti encontrei uma forma de pensar muito semelhante à minha, critica de uma geração que se entregou à fraqueza do facilitismo e à incerteza do sentimento, que não é capaz de assumir e lutar por uma relação com orgulho e perseverança, e que parece bailar perdida e desorientada ao sabor dos ventos das modas e da escassez de valores. Talvez por isso, sempre preferi ir pelas nacionais do que pelas auto-estradas. Talvez por isso tenhamos já percorrido pedaços de mundo um ao lado do outro, subido montanhas olhando o mundo lá em baixo, olhando o sol que se punha em mais um descanso no horizonte, entre tantas outras vivências. Quando olho para os mais velhos que nos são próximos estou certo que nos seus 25/30 anos de ligação, atravessaram tempestades nas quais de certo se molharam e tiveram de secar. Talvez tenham ganhado gripes e tiveram de as curar, talvez até por vezes tenham caído mas tiveram a força para se levantar. Sozinhos? Creio que não, acredito que tenham dado a mão.
Assim, porque acredito que de facto podemos partilhar das particularidades da vida um ao lado do outro, sei que nem todos os dias serão de sol, mas se tudo no amor fosse fácil, talvez os sentimentos não tivesses sido inventados, nem tão pouco seriamos racionais. Quero construir contigo pedra após pedra a solidez de algo que nos garanta a segurança e o afecto de um lar, a capacidade de em cada novo dia nos compreendermos e nos ajudarmos sem desistir quando as nuvens passarem. Talvez abraçados nos molhemos menos, pelo menos o nosso peito e as nossas emoções estarão salvaguardados. Temos, por tudo aquilo que já vivemos até hoje, a capacidade de chegar mais além, e escrever cada vez mais linhas daquilo a que tu um dia chamaste “algo para a vida “. Tu conheces-me, eu conheço-te. Disseste um dia que sempre sonhaste com algo assim e eu disse-te um dia que sempre sonhei alguém como tu. Vivamos então, fortes, este sonho que transformámos em realidade, porque o sol nunca deixa de existir.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Para mim, o amor.
Observando o mundo que me rodeia como tantas vezes o faço para não dizer constantemente, cada mais sinto apoiada a minha opinião de está instalada nas novas gerações uma crise de valores, crenças e fundamentalmente um crise de respeito pelo bocadinho de dignidade que nos resta enquanto humanos. Não é a primeira vez que dedico algumas linhas dos meus humildes desabafos a expor este meu ponto de vista e regresso porque acho e sempre achei que no amor reside a maior força, o maior suporte e no fundo a melhor forma de caminharmos na vida aproveitando uma pequenina característica com a qual fomos dotados: o sentimento.
Deparei-me recentemente com uma frase que me chamou bastante a atenção: amor não é enjoar de amar. Hoje em dia são raras as pessoas que conseguem viver e desfrutar de uma relação com vontade de vencer as adversidades, que se conseguem redescobrir diariamente e vencer a palavra monotonia, que conseguem desfrutar das coisas mais elementares como um simples olhar que ao longo da vida tem sempre tanto a dizer de novo, que sonham com o futuro a longo prazo e não só com a hora ou a noite seguinte, que fazem planos juntos, sonham criar filhos juntos, que sonham envelhecer a amparar-se mutuamente e a tentar tornar os últimos raios de sol tão jovens e aconchegantes como os primeiros ou ainda mais. Hoje em dia tudo é descartável e entristece-me a falta de perseverança e o pouco esforço da parte das pessoas para construir uma relação assente em sentimentos afectivos. Talvez seja eu que de facto caminho errante nos padrões da sociedade actual, talvez prefira ainda assim manter-me neste meu percurso do qual sempre me orgulharei e no qual teria imenso orgulho que os meus futuros filhos viessem a caminhar.
Com a conjectura actual do mundo, se não procurarmos regressar á essência daquilo que nos constitui, porque nós somos muito mais que ossos, músculos ou órgãos, talvez percamos de vez o rumo e nos tenhamos de render um dia às máquinas e robots que chegarão mais cedo ou mais tarde com o evoluir da tecnologia. Vendo bem, muitos de nós já padecem hoje em dia de um défice daquilo que nos distingue da maioria dos animais: racionalidade e sentimentos. A nossa aproximação à era robótica é por demais evidente e alarmante. Se o mundo caminhar para lá, lamentarei eternamente o futuro das novas gerações. Talvez seja ridículo, estúpido, absurdo eu defender o amor nos dias de hoje, quando hoje os dias parecem ser simplesmente iluminados por economias, auto-estradas, guerras, intrigas, disputas, etc. E o mundo? Que saberão os leitores do mundo das montanhas, do mundo rural onde se cultiva, onde se cresce em harmonia com a natureza, do mundo não cosmopolita que no fundo alimenta o mundo cosmopolita, do mundo em que duas pessoas que se amam conseguem dia a dia construir uma relação na base da partilha, da compreensão, do aglomerar de pequenos momentos, do sacrifício individual transformado em amor conjunto? Que saberão os jovens acerca disso? E querem saber? Descartável, tudo é tão dispensável.
Felizmente tenho do meu lado uma pessoa que consegue ver o mundo com os mesmos olhos que eu, que aceita as pequenas coisas como grandes momentos, e que vive construindo passo após passo o seu sonho, o meu sonho e um sonho comum. A felicidade mais do que estar ao alcance das nossas mãos está à distância do nosso esforço para todos os dias nos compreender-mos e redescobrir-mos, alimentando o sentimento que nos une muito mais que em momentos. O amor está em cada palavra, em cada gesto, em cada lugar e acima de tudo em cada olhar.
Porque tu me fazes acreditar que ainda é possível sonhar com um futuro que valha a pena.
Porque vivendo o presente me fazes sonhar com o futuro.
Porque me amas e porque te amo.
Deparei-me recentemente com uma frase que me chamou bastante a atenção: amor não é enjoar de amar. Hoje em dia são raras as pessoas que conseguem viver e desfrutar de uma relação com vontade de vencer as adversidades, que se conseguem redescobrir diariamente e vencer a palavra monotonia, que conseguem desfrutar das coisas mais elementares como um simples olhar que ao longo da vida tem sempre tanto a dizer de novo, que sonham com o futuro a longo prazo e não só com a hora ou a noite seguinte, que fazem planos juntos, sonham criar filhos juntos, que sonham envelhecer a amparar-se mutuamente e a tentar tornar os últimos raios de sol tão jovens e aconchegantes como os primeiros ou ainda mais. Hoje em dia tudo é descartável e entristece-me a falta de perseverança e o pouco esforço da parte das pessoas para construir uma relação assente em sentimentos afectivos. Talvez seja eu que de facto caminho errante nos padrões da sociedade actual, talvez prefira ainda assim manter-me neste meu percurso do qual sempre me orgulharei e no qual teria imenso orgulho que os meus futuros filhos viessem a caminhar.
Com a conjectura actual do mundo, se não procurarmos regressar á essência daquilo que nos constitui, porque nós somos muito mais que ossos, músculos ou órgãos, talvez percamos de vez o rumo e nos tenhamos de render um dia às máquinas e robots que chegarão mais cedo ou mais tarde com o evoluir da tecnologia. Vendo bem, muitos de nós já padecem hoje em dia de um défice daquilo que nos distingue da maioria dos animais: racionalidade e sentimentos. A nossa aproximação à era robótica é por demais evidente e alarmante. Se o mundo caminhar para lá, lamentarei eternamente o futuro das novas gerações. Talvez seja ridículo, estúpido, absurdo eu defender o amor nos dias de hoje, quando hoje os dias parecem ser simplesmente iluminados por economias, auto-estradas, guerras, intrigas, disputas, etc. E o mundo? Que saberão os leitores do mundo das montanhas, do mundo rural onde se cultiva, onde se cresce em harmonia com a natureza, do mundo não cosmopolita que no fundo alimenta o mundo cosmopolita, do mundo em que duas pessoas que se amam conseguem dia a dia construir uma relação na base da partilha, da compreensão, do aglomerar de pequenos momentos, do sacrifício individual transformado em amor conjunto? Que saberão os jovens acerca disso? E querem saber? Descartável, tudo é tão dispensável.
Felizmente tenho do meu lado uma pessoa que consegue ver o mundo com os mesmos olhos que eu, que aceita as pequenas coisas como grandes momentos, e que vive construindo passo após passo o seu sonho, o meu sonho e um sonho comum. A felicidade mais do que estar ao alcance das nossas mãos está à distância do nosso esforço para todos os dias nos compreender-mos e redescobrir-mos, alimentando o sentimento que nos une muito mais que em momentos. O amor está em cada palavra, em cada gesto, em cada lugar e acima de tudo em cada olhar.
Porque tu me fazes acreditar que ainda é possível sonhar com um futuro que valha a pena.
Porque vivendo o presente me fazes sonhar com o futuro.
Porque me amas e porque te amo.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Viagens de estrelas.
Talvez regressar à estrada após tanto desejar mais uma viagem seja das melhores sensações a sentir. Talvez regressar contigo, de outra forma e com esta ligação, transforme os sentimentos já por si gigantes em montanhas de recantos, de sossegos, de silêncios, de paisagens de cortar a respiração, de lagoas e vales imensos. Talvez os sentimentos aqui ganhem expressão, asas, voz e se transcendam a si mesmos nas palpitações aceleradas de um coração que se inspira ao sabor de oxigénio puro e crescente à medida que se sobe no sonho e na montanha.
Talvez continuar a encher a gaveta das mágicas recordações da vida seja um motivo, talvez escrever a própria vida seja o objectivo fundamental, o certo é que será impossível esquecer cada momento desta nossa ascensão. Mesmo todas as fotografias que tirámos, nenhuma delas tem a capacidade de descrever o momento tal qual nós o sentimos e tal qual o guardámos em nós. As paisagens não mais do que isso, locais que guardamos temporariamente até talvez esquecer ou voltar para relembrar. Os sentimentos não se esquecem e se lembramos determinada paisagem talvez seja porque ela própria é a descrição do sentimento em questão.
Talvez tenhamos trazido centenas de paisagens, porque e não mais do que isso, trouxemos milhares de sentimentos. Talvez tenha relembrado viagens em sentido contrário em direcção ao norte, na aurora de tudo, no inicio dos inícios, da viagem que nós próprio temos sido. Nunca deixemos de ser viajantes desta nossa existência. Continua a ser incrível a forma como temos a sincera capacidade de confessarmos os nossos sentimentos simplesmente com um olhar. Por vezes simplesmente num toque destapamos uma emoção, e em todas as vezes tocamos mesmo o coração. Talvez tenha muito mais a subir contigo do que o ponto mais alto de Portugal.
Somos muito mais que uma lagoa comprima ou um vale glaciar silencioso. Somos os passos que lá deixamos, somos a memória que de lá trazemos, somos a vida que nestes dias escrevemos.
E porque as montanhas são a personificação da vida, vamos conhecê-las, vamos superá-las, vamos desfrutar da sua imensidão e vamos, lado a lado, chegar sempre um bocadinho mais alto. Porque somos cada vez mais, um pedaço de algo que transcende a generalidade do mundo.
Talvez continuar a encher a gaveta das mágicas recordações da vida seja um motivo, talvez escrever a própria vida seja o objectivo fundamental, o certo é que será impossível esquecer cada momento desta nossa ascensão. Mesmo todas as fotografias que tirámos, nenhuma delas tem a capacidade de descrever o momento tal qual nós o sentimos e tal qual o guardámos em nós. As paisagens não mais do que isso, locais que guardamos temporariamente até talvez esquecer ou voltar para relembrar. Os sentimentos não se esquecem e se lembramos determinada paisagem talvez seja porque ela própria é a descrição do sentimento em questão.
Talvez tenhamos trazido centenas de paisagens, porque e não mais do que isso, trouxemos milhares de sentimentos. Talvez tenha relembrado viagens em sentido contrário em direcção ao norte, na aurora de tudo, no inicio dos inícios, da viagem que nós próprio temos sido. Nunca deixemos de ser viajantes desta nossa existência. Continua a ser incrível a forma como temos a sincera capacidade de confessarmos os nossos sentimentos simplesmente com um olhar. Por vezes simplesmente num toque destapamos uma emoção, e em todas as vezes tocamos mesmo o coração. Talvez tenha muito mais a subir contigo do que o ponto mais alto de Portugal.
Somos muito mais que uma lagoa comprima ou um vale glaciar silencioso. Somos os passos que lá deixamos, somos a memória que de lá trazemos, somos a vida que nestes dias escrevemos.
E porque as montanhas são a personificação da vida, vamos conhecê-las, vamos superá-las, vamos desfrutar da sua imensidão e vamos, lado a lado, chegar sempre um bocadinho mais alto. Porque somos cada vez mais, um pedaço de algo que transcende a generalidade do mundo.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Viagens e estações.
Nestes dias em que as folhas caiem uma atrás de outra de uma forma tão natural como apressada, é como se essas mesmas folhas se anexassem às linhas da nossa existência como símbolo da constante renovação que nos une nesta harmonia de lugares, circunstâncias, momentos e sentimentos que somos.
Pudesse eu guardar cada folha caída no chão e não pensaria duas vezes. Há histórias que não merecem ser esquecidas e a singularidade de cada uma dessas folhas é uma dessas histórias. Se as guardarmos, no meio de um livro por exemplo, o encanto dessas mesmas folhas que podiam ter sido simplesmente atiradas para trás da memória, é uma mistura celestial de cores, sensações e pensamentos. Há folhas, há linhas e há viagens, que merecem ser eternamente lembradas.
Conseguimos numa fracção de segundos ver o mar diante de nós e de súbito vê-lo a envolver-nos numa pequena ilha que se abre e desfaz a cada onda mais fugaz. E o mar, impossível não lembrar isso, viu os meus olhos outrora brilharem como um “farol” quando em pegadas de outras estações, escrevemos este nosso presente desejando muito mais que um futuro. Os laços, esses são muito mais que meros sentimentos de amor. É uma partilha de felicidade e vontade de ser sempre a outra palma da tua mão. Repito, há viagens que são tudo num só trajecto.
E por muito que o objectivo de certas viagens seja puramente comercial, nem por isso perdemos a capacidade de as pintar de uma cor especial. Não só nós, mas os quatro, através de músicas de desenhos animados entre tantas outras, sorrisos, auto-estradas, fins de tarde e planos do amanhã, conseguimos desfrutar das pequenas coisas mais brutais que a vida nos pode oferecer. A vida não é rica, mas traz-nos tesouros que não devemos desperdiçar.
Guardarei estas folhas de Outono com um toque salgado de um mar que ainda é de Verão.
Guardarei estas linhas porque seremos viagens em qualquer estação.
Guardarei este dia porque “ a vida não é existir sem mais nada, (…) não é dia sim, dia não, é feita em cada entrega alucinada, para receber daquilo que aumenta o coração “.
Porque somos, cada segundo mais*
Pudesse eu guardar cada folha caída no chão e não pensaria duas vezes. Há histórias que não merecem ser esquecidas e a singularidade de cada uma dessas folhas é uma dessas histórias. Se as guardarmos, no meio de um livro por exemplo, o encanto dessas mesmas folhas que podiam ter sido simplesmente atiradas para trás da memória, é uma mistura celestial de cores, sensações e pensamentos. Há folhas, há linhas e há viagens, que merecem ser eternamente lembradas.
Conseguimos numa fracção de segundos ver o mar diante de nós e de súbito vê-lo a envolver-nos numa pequena ilha que se abre e desfaz a cada onda mais fugaz. E o mar, impossível não lembrar isso, viu os meus olhos outrora brilharem como um “farol” quando em pegadas de outras estações, escrevemos este nosso presente desejando muito mais que um futuro. Os laços, esses são muito mais que meros sentimentos de amor. É uma partilha de felicidade e vontade de ser sempre a outra palma da tua mão. Repito, há viagens que são tudo num só trajecto.
E por muito que o objectivo de certas viagens seja puramente comercial, nem por isso perdemos a capacidade de as pintar de uma cor especial. Não só nós, mas os quatro, através de músicas de desenhos animados entre tantas outras, sorrisos, auto-estradas, fins de tarde e planos do amanhã, conseguimos desfrutar das pequenas coisas mais brutais que a vida nos pode oferecer. A vida não é rica, mas traz-nos tesouros que não devemos desperdiçar.
Guardarei estas folhas de Outono com um toque salgado de um mar que ainda é de Verão.
Guardarei estas linhas porque seremos viagens em qualquer estação.
Guardarei este dia porque “ a vida não é existir sem mais nada, (…) não é dia sim, dia não, é feita em cada entrega alucinada, para receber daquilo que aumenta o coração “.
Porque somos, cada segundo mais*
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Regresso às viagens.
Pode até ser repetitivo revisitar momentos e circunstâncias, trazendo de novo as viagens ao tema da escrita, ou talvez seja simplesmente uma constante no meu pensamento, aguardando uma nova oportunidade de te envolver e levar-te pela estrada fora. Quando os quilómetros vão passando, um a um, muda o cenário, vem uma árvore nova, vem um vale mais profundo, vem uma montanha com contornos diferentes, em viagem todos os segundos são irremediavelmente distintos. Em mim, mais do que uma mudança visual pelo exterior em constante mudança, tudo muda interiormente quando este percorrer é feito do teu lado. Já outrora disse que as viagens não têm necessariamente de ser literais, muitas vezes uma viagem pode ser simplesmente feita ao absorver no nosso olhar a chama de uma lareira. Não raras vezes, nessas viagens percorre-se muito mais que somando e subtraindo quilómetros. Até porque em certas viagens, não há longe nem distância.
Ainda assim, referindo-me às viagens literais, pegaria em ti neste instante, iria perder-me contigo por esses destinos a descobrir, descobrindo ainda mais de nós, construindo ainda mais a eterna viagem que somos. Tenho vontade de regressar à estrada contigo, olhar-te entre as paisagens e as mudanças de velocidade, sorrir-te sem tu dares conta, dar-te a mão em forma de união, mudar de música ao sabor do céu, ao sabor da paisagem e ao sabor das emoções. Ir simplesmente porque sim, por vivermos e por sentirmos.
Temos vivido muito e tenho partilhado contigo coisas muito importantes da minha vida, querendo simultaneamente que tu, passa após passo, sejas parte da minha como duas tábuas de madeira, margem uma da outra que, que como duas peças de puzzle só se ligam entre si. Vamos viajar, abraçar os segundos e os lumes, as horas e as paisagens, os momentos e as emoções.
Vamos, simplesmente porque somos, cada vez mais*
Ainda assim, referindo-me às viagens literais, pegaria em ti neste instante, iria perder-me contigo por esses destinos a descobrir, descobrindo ainda mais de nós, construindo ainda mais a eterna viagem que somos. Tenho vontade de regressar à estrada contigo, olhar-te entre as paisagens e as mudanças de velocidade, sorrir-te sem tu dares conta, dar-te a mão em forma de união, mudar de música ao sabor do céu, ao sabor da paisagem e ao sabor das emoções. Ir simplesmente porque sim, por vivermos e por sentirmos.
Temos vivido muito e tenho partilhado contigo coisas muito importantes da minha vida, querendo simultaneamente que tu, passa após passo, sejas parte da minha como duas tábuas de madeira, margem uma da outra que, que como duas peças de puzzle só se ligam entre si. Vamos viajar, abraçar os segundos e os lumes, as horas e as paisagens, os momentos e as emoções.
Vamos, simplesmente porque somos, cada vez mais*
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Lume.
Vai chegando o Inverno e os dias vão ficando mais curtos e mais gélidos. Vai chegando provavelmente a época do ano em que o lume adquire um significado especial não só pela mistura celestial de cores que nos oferece mas pelo que representa quando observado ao lado da pessoas que mais representa para nós. É a época daquele abraço ainda mais quente, de dar as mãos de forma ainda mais entrelaçada, de olhar os olhos diante de nós e ver a dança de formas que a chama da lareira consegue inventar ao sabor de químicas e do amor. Não consigo porém explicar o porquê de dar tanta importância a uma simples chama, a um simples lume, mágico nos azuis, laranjas, amarelos e vermelhos que inventa prendendo a nossa atenção, libertando a nossa imaginação, pedindo um corpo mais perto, desejando um abraço eterno, como se na imprevisibilidade de uma chama estivesse tudo quanto precisamos para alcançar uma harmonia perfeita. Talvez não faça sentido perder-me em palavras a definir a minha paixão pelo lume de uma lareira, quando no fundo o que eu quero é sentar-me ao teu lado num simples tapete, num mero chão, envolver-nos num cobertor, abraçar-te apaixonadamente e desfrutar de um simples momento de mil cores numa só emoção.
Talvez o Inverno me chame a passear contigo envolvidos em cachecóis e casacos ultra quentes e a desfrutar de uma forma diferente das palpitações interiores e do calor que não arrefece naquilo que sentimos, dentro do nosso gosto particular em desfrutar da subtileza das pequenas coisas tornando-as grandes momentos em toda a medida, inesquecíveis. Sorriremos iluminados pelas luzes de natal com que a cidade tratará de nos iluminar em breve, navegaremos pelas ruas trocando olhares que já nos são tão característicos e tão nossos e recordaremos os dias passados em que olhando de umas escadas para as árvores “ apagadas “ do Rossio dizíamos: espero em breve passear por estas ruas, de mão dada, do teu lado, partilhando o mesmo sentimento comum. E o nosso lume chegou.
Palpita-me neste momento o coração com vontade pegar em 2 ou 3 pedaços de lenha e acender uma fogueira para nós, olhar para os teus olhos reluzentes como um espelho da mágica química da combustão, e dizer-te mais uma vez através de gestos, palavras ou simples olhares, o quanto tu és importante para mim, o quanto eu te imagino em todas as minhas estações e o quanto eu te quero aquecer nos teus Invernos, com a minha presença e com o que sinto, cada vez mais.
Nunca encontrarei nenhuma palavra que defina na perfeição o que sinto ao ver o lume.
Nunca encontrarei nenhuma palavra que defina a magia do que somos. Mas se a há…
Somos.
Abraça-me forte*
Talvez o Inverno me chame a passear contigo envolvidos em cachecóis e casacos ultra quentes e a desfrutar de uma forma diferente das palpitações interiores e do calor que não arrefece naquilo que sentimos, dentro do nosso gosto particular em desfrutar da subtileza das pequenas coisas tornando-as grandes momentos em toda a medida, inesquecíveis. Sorriremos iluminados pelas luzes de natal com que a cidade tratará de nos iluminar em breve, navegaremos pelas ruas trocando olhares que já nos são tão característicos e tão nossos e recordaremos os dias passados em que olhando de umas escadas para as árvores “ apagadas “ do Rossio dizíamos: espero em breve passear por estas ruas, de mão dada, do teu lado, partilhando o mesmo sentimento comum. E o nosso lume chegou.
Palpita-me neste momento o coração com vontade pegar em 2 ou 3 pedaços de lenha e acender uma fogueira para nós, olhar para os teus olhos reluzentes como um espelho da mágica química da combustão, e dizer-te mais uma vez através de gestos, palavras ou simples olhares, o quanto tu és importante para mim, o quanto eu te imagino em todas as minhas estações e o quanto eu te quero aquecer nos teus Invernos, com a minha presença e com o que sinto, cada vez mais.
Nunca encontrarei nenhuma palavra que defina na perfeição o que sinto ao ver o lume.
Nunca encontrarei nenhuma palavra que defina a magia do que somos. Mas se a há…
Somos.
Abraça-me forte*
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A todos, a ti, o Gerês.
Achei por bem não deixar as palavras e as emoções guardadas dentro de mim e decidi através delas relembrar e eternizar o fim-de-semana do Gerês. Talvez seja difícil nos dias de hoje encontrar pessoas que consigam desfrutar do mais primitivo e natural com uma sensibilidade e entrega em absoluto desprendimento. Talvez seja raro nas alucinantes corridas da sociedade nas quais vamos passando encontrar quem fortaleça laços, amizades e paixões numa simples montanha, numa simples aldeia submersa, numa simples paisagem granítica, numa simples visão contemplativa do mundo, numa simples escarpa ao mesmo tempo harmoniosa e fatal. Tivemos a simples e humilde capacidade de o fazer nas horas que passámos juntos. Talvez sem nos apercebermos, voltámos diferentes, conhecemos mais o mundo e a nós mesmos e mesmo parecendo isto só teoria, na prática voltámos com uma enorme vontade de lá ficar. Das situações mais interessantes e que recordo com particular nostalgia é o facto de em grande parte do dia quase nos guiarmos pelo sol e não pelas horas propriamente ditas. O dia era nosso, a montanha “ era nossa “, estávamos entregues a nós mesmos e aos trilhos que fossemos optando. Dou particular valor à capacidade que as pessoas têm de se unir, reunir, decidir e viver. De facto fomos uma união transformada em vivência.
Talvez os dias sejam efectivamente o menos importante no meio da recordação, mas sim os momentos vividos com uma subtileza e naturalidade absolutamente fascinante. Desde a viagem para a norte, a curiosidade e vontade de lá chegar, os pontinhos vermelhos no horizonte, as músicas lamexo-apaixonantes, os momentos de paródia em jogos de mímicas, os passeios, as ascensões, o simples olhar em redor, o simples abraço à pessoa mais especial, a simples busca pela fotografia perfeita, o simples amanhecer, o simples entardecer, o simples anoitecer, o colossal céu estrelado que estava na primeira noite onde se decifravam dezenas de constelações que nos faziam reluzir com a convicção de que, abandonar o mundo citadino para nos entregarmos a este mundo real, fazia todo o sentido do mundo.
Queria desta forma, agradecer a todos sem excepção, terem partilhado comigo uma das viagens mais fantásticas da minha vida, em todos os sentidos. Recordo com nostalgia e desejo de voltar, todos os momentos que inventamos no diário da nossa viagem. Por fim, queria agradecer-te em particular a ti, que após longas travessias no deserto com uma mochila carregada de esperanças , hoje em dia caminho contigo, de mão dada e entrelaçada. Nesse caminho tive oportunidade de conhecer todas estas pessoas fantásticas e com elas partilhar também parte do que somos. Considero-me um sortudo, por os caminhos da vida nos terem unido desta forma, tão única e tão especial. Somos.
A todos, foi um prazer cada quilómetro de emoções.
A ti, foi um laço ainda mais fundo que transcende sensações.
Voltemos à estrada.
Talvez os dias sejam efectivamente o menos importante no meio da recordação, mas sim os momentos vividos com uma subtileza e naturalidade absolutamente fascinante. Desde a viagem para a norte, a curiosidade e vontade de lá chegar, os pontinhos vermelhos no horizonte, as músicas lamexo-apaixonantes, os momentos de paródia em jogos de mímicas, os passeios, as ascensões, o simples olhar em redor, o simples abraço à pessoa mais especial, a simples busca pela fotografia perfeita, o simples amanhecer, o simples entardecer, o simples anoitecer, o colossal céu estrelado que estava na primeira noite onde se decifravam dezenas de constelações que nos faziam reluzir com a convicção de que, abandonar o mundo citadino para nos entregarmos a este mundo real, fazia todo o sentido do mundo.
Queria desta forma, agradecer a todos sem excepção, terem partilhado comigo uma das viagens mais fantásticas da minha vida, em todos os sentidos. Recordo com nostalgia e desejo de voltar, todos os momentos que inventamos no diário da nossa viagem. Por fim, queria agradecer-te em particular a ti, que após longas travessias no deserto com uma mochila carregada de esperanças , hoje em dia caminho contigo, de mão dada e entrelaçada. Nesse caminho tive oportunidade de conhecer todas estas pessoas fantásticas e com elas partilhar também parte do que somos. Considero-me um sortudo, por os caminhos da vida nos terem unido desta forma, tão única e tão especial. Somos.
A todos, foi um prazer cada quilómetro de emoções.
A ti, foi um laço ainda mais fundo que transcende sensações.
Voltemos à estrada.
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